quinta-feira, junho 21, 2018

Um algarvio em Barcelona

Oláááá! Sou o David Mota, algarvio de SVE em Barcelona! Nem sei bem por onde comece, talvez pelo início...

Pois cheguei no dia 2 de Outubro, os meus colegas de Esplai foram receber-me ao aeroporto e no segundo dia levaram-me para as ruas em plenas manifestações e greve geral por toda a cidade. Recordo-me de bandeiras estreladas pela independência da Catalunha, gente até ao horizonte, políticos que tinha visto na TV em dias anteriores. As manifestações foram pacíficas, pelo menos nesse dia, as lojas que estavam abertas iam sendo encerradas pela multidão, a policia vigiava de longe e o helicóptero era presença constante. "ELS CARRERS SERAN SEMPRE NOSTRES" era o grito de luta catalão que se ouvia por todas partes como se de uma onda sonora que percorre quarteirões se tratasse. Digamos que recebi uma boa dose de catalanidade mal tinha chegado.

Logicamente não senti um grande choque cultural, pois não são assim tããão diferentes de nós, e ainda menos para alguém que cresceu na fronteira entre Portugal e Espanha e consome bastante da sua cultura. Ainda que em certa medida "esto es Catalunya, no España" e seja como for é um facto que existem diferenças para além do idioma. Por um lado sim que entendo a vontade de uma independência perante o Estado espanhol, derivado de uma serie de diferenças culturais, legislativas e de um desajuste financeiro na distribuição regional. Ainda assim, esta não é nem de perto a minha luta, sendo eu do Reino dos Algarves esta vontade também se assemelha, ainda que a autonomia regional esta muito mal compreendida e fora dos temas a serem abordados tanto em politica como na sociedade...

Tive a sorte de arranjar um quartinho humilde, bem no centro, e de dividir a casa com uma família do Equador muito simpática. E pouco a pouco fui descobrindo como funciona a estrutura da associação que me acolheu, Esplac-Esplais Catalans. Trabalho três dias por semana no escritório no centro, onde vou dando apoio logístico, criando alguns vídeos e um que outro artigo em que possa juntar os meus conhecimentos de arte e cultura urbana aliado à educação não formal. Para além deste trabalho, dois dias por semana subo a Guinardó, onde tenho um grupo de monitores (com os quais criei uma forte amizade) e o meu grupo de crianças com as quais todos os fins de semana fazemos atividades. Estas atividades estão muitas vezes relacionadas com as problemáticas atuais e tentamos transmitir valores e ideais humanistas através de jogos, debates e diferentes dinâmicas, e de tempos a tempos fazemos também excursões e acampamentos. 


Fui recebido muito bem e sinto-me acolhido no Esplac, onde procuraram que as minhas tarefas fossem de acordo com a minha formação e dão-me liberdade de gestão de horários no caso de necessitar mudar algo. Por Guinardó encontrei uma família. Em Torxa a media de idade é de 21 anos, porém estes jovens são tão conscientes e participativos na comunidade e na educação que por vezes esqueço a "pequena" diferença de idades. Eles são uma excelente fonte de aprendizagem, sobretudo a forma como se coordenam para que o Esplai funcione. Para além desta gente tenho um grupo de crianças dos 10 aos 13 anos também muito dinâmico do qual estou "in love"! De início era "el portugués", agora já soc "el Mota" :) Como em todos os grupos, tenho rebeldes, curiosos, preguiçosos e um pouco de tudo, mas não podia estar mais grato por estes miúdos que me enchem o coração! Com eles aproveito e desafio-me a transmitir as minhas aprendizagens de cultura urbana e graffiti agregados a uma outra serie de ensinamentos morais e para além disso ajudam-me a e desenvolver o meu Catalão. 


Fiquei impressionado com a estrutura de funcionamento desta associação e com o facto de estar em ambas frentes: a de Esplac, que é a base da associação e que coordenam através dos 10 sectores catalães as questões a nível de financiamento, formações de monitores, campanhas de sensibilização, candidaturas a projecto internacionais e outras burocracias ou eventos/encontros de grande escala; a outra frente é que vai de encontro diretamente com as crianças e os jovens, são os Esplais. Há aproximadamente 105 e apesar da conexão com Esplac cada um coordena-se individualmente, pois cada um tem uma realidade diferente. O Esplai Torxa, no qual temos aproximadamente umas cem crianças e jovens, a estrutura/organização é feita através de voluntariado juvenil e é incrível como se mistura responsabilidade com informalidade, e a dedicação com que estes jovens se empenham neste projecto.



Ao contrário dos portugueses, a população é bastante participativa e apesar de ser uma cidade grande, ao sair do centro (aka parque de diversões para turismo) o sentido comunitário faz-se sentir e os jovens são bastante conscientes do que está decorrendo no país a nível politico e social. Para além de participativos também são contestatários e é impressionante como no mesmo dia em que se declara alguma decisão governamental que o povo não esteja de acordo, as ruas enchem-se de gente e as redes sociais são bombardeadas. Se és jovem e vives por BCN, poderás encontrar em média dois Casal de Joves, dois Casal de Entitats e três Centros Civic Obert por cada bairro e nestes locais terás formações, workshops, encontros juvenis e condições para ensaiar música, produzir arte e desenvolver ou ver exposições. Tudo financiando pelo Município.

No meu tempo livre aproveitei para produzir as minhas peças de arte em cortiça nos dias de chuva, e passear por esta maravilhosa cidade nos dias de sol. A cidade é incrível, primeiro de tudo pela diversidade cultural, por aqui podem-se encontrar todo o tipo de estilos, cores, piercings, cabelos, raças etc... Também skaters por toda a parte e turismo nem se fala (um pouco demasiado até), e Barcelona está plena em arte urbana e galerias ainda que a maioria delas bastante elitistas. Contudo, já tive a oportunidade de realizar duas exposições e estou preparando uma peça XL para a rua. A quantidade de "monumentos" por metro quadrado é imensa e os eventos/exposições/concertos também estão por toda a parte, uma pessoa só se aborrece se quiser. Porém nem tudo é bonito e por outro lado o extremo entre ricos e pobres faz-se sentir bastante, a quantidade de mendigos nas ruas é enorme e o assédio para comprar produtos ou serviços também é extremo principalmente nas Ramblas e na praia, trazendo uma dose de desconforto.

Em modo turismo destaco-vos locais como MACBA, mais pela "movida" que se dá frente do mesmo, plena em skateres e juventude, se fores de noite terás a sorte de encontrar grupos dançando hip-hop. É cultura urbana em estado puro! Também aconselho o skate park de Les 3 Chamineas de Drassanes. Como lugar mais peculiar e curioso destaco-vos o café/loja "El Bosc de les Fades", um lugar onde a decoração e todo o ambiente envolvente te remete para um espaço mágico e onírico. Búnkeres del Carmel é dos melhores sítios para ver BCN em 360º graus, ainda que cada vez mais invadido pelos turistas. Se vos agrada o mundo da fantasia deem um salto ao Labirinto de Encants onde poderão perder-se ao estilo "Alice no país das Maravilhas". Para concluir, uma subida ao Montjuic no canto inferior de BCN e descida até à Zona Olímpica e praça Espanya.

A língua Catalã é algo que se encontra em todas partes, todos os serviços públicos ou educativos são em Catalão, mas as pessoas adaptam-se se não entenderes. O meu voluntariado tem sido 100% Catalão e isso agrada-me muito porque apesar de ainda não o falar já o entendo bem. Não tenho como não, pois com reuniões de três horas em Catalão se ainda não o entende-se estava bem lixado :)

Este SVE permitiu-me afinar alguns pontos educativos que já vinha trabalhando em Portugal e aguçar esta minha vontade de transmitir conhecimento de um jeito não formal. Várias foram as formações que me possibilitaram, desde lingüísticas a técnicas educativas, e também se faz sentir uma abertura para a aprendizagem de assuntos não tão convencionais. Para além do SVE tive a oportunidade de fazer dois Erasmus+ por aqui, que são outra bolha de experiências dentro desta grande bolha que é o SVE e precisava de um outro artigo para falar deles com calma. O facto de estar numa cidade nova trouxe-me a oportunidade de conhecer uma enorme quantidade de gente nova e com um background muito diferente do meu. Fiz uma boa dose de amizades que já me marcaram para a vida e se por fim não ficar por cá seguramente irei voltar a visitar esta gente. Ao procurar por arte encontrei mais gente colorida que me é querida e um movimento de arte urbana muito ativo, e tudo isto começa a criar uma dúvida a respeito de voltar para Portugal. 

De qualquer forma em Outubro terei que dar um salto por Cascais e agradecer pessoalmente à Rota Jovem ;) Muito obrigado Rota Jovem pela oportunidade que me proporcionaram e a Esplac-Esplais Catalans e o Esplai Torxa por me terem recebido tão bem!

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Era uma vez uma experiência de serviço voluntário europeu

 Outubro 2017
Ofereceram-me a oportunidade de testemunhar sobre a minha experiência de serviço voluntário europeu, concluída há cerca de mês e meio. Aceitei, embora ainda tenha alguma dificuldade em expressar-me sobre o assunto. Sinto-me um pouco como o gémeo de Einstein, aquele que seria enviado numa nave espacial a uma velocidade próxima da luz e que ao regressar à terra encontraria o irmão mais velho porque o tempo passaria mais lentamente para quem viajasse a grandes velocidades. Einstein estava certo porque a dilatação do tempo, prevista na Teoria da Relatividade Restrita, veio a ser confirmada: o tempo avança mais devagar num relógio em movimento em relação ao que acontece num relógio em repouso.
A minha viagem de alta velocidade teve início no momento em que dei início aos preparativos para partir, não mais de duas semanas antes do voo. Foi a Rota Jovem a enviar-me. O destino era Pordenone, uma pequena cidade tão desconhecida agora para o mundo como o era para mim há um ano.  A quem me perguntava para onde ia, respondia, “uma pequena cidade perto de Veneza”. Não era mentira, era uma simplificação à qual os próprios pordenonenses recorrem quando se afastam do nordeste italiano. No entanto, não me passa pela cabeça simplificar agora, quando sei melhor. Pordenone é capital de uma das quatro províncias que constituem a região Friuli-Venezia-Giulia, localizada no nordeste italiano, vizinha da Eslovénia e da Áustria e banhado a sul pelo Adriático, incomparável ao nosso mar, que é oceano, mas esse é outro predicado. O que a maior parte das pessoas também não saberá é que a Friuli é guardiã de autênticas gemas naturais de rara beleza, recantos ainda desconhecidos do grande público. Gostaria, talvez egoisticamente, que assim permanecessem.
Evidentemente, não me candidatei a este projecto por Pordenone, ou pelo sonho italiano, que é suficiente para levar tantos jovens voluntários a Itália todos os anos. O projecto, como descrito, consistia genericamente em fazer parte de uma pequena comunidade terapêutica para pessoas com distúrbios mentais, ajudando os seus residentes a percorrer o caminho em direcção à autonomia através da vida comunitária. O que sabia disto? Rigorosamente nada e foi precisamente isso, e um sonho muito muito antigo, já um pouco escondido, de voluntariar no estrangeiro, que originou a minha candidatura. Um ano nesta comunidade, a Casa Ricchieri, foi outra viagem alucinante. Julgo que o facto de quase nada saber, nem mesmo a língua na fase inicial, foi aquilo que manteve a antena de recepção sempre ligada. Isso e as pessoas, claro.
De um lado, os residentes e as suas idiossincrasias no geral, tanto as de carácter como as patológicas, afinal que sentido há em compartimentar seres humanos quando o objectivo base do projecto era precisamente aquele de descompartimentar. Em 1973, Marco, um cavalo de madeira azul, construído nos laboratórios artísticos do quase encerrado manicómio de Trieste, percorreu as ruas da cidade como símbolo da liberdade e humanidade dos doentes mentais. Um ser humano pode estar doente, seja qual for o tipo de doença, e ser simplesmente humano, com a dignidade que lhe é devida porque existe, ponto, como todos as pessoas, de resto. O Marco ainda tem muitas estradas por este mundo fora para palmilhar. Do outro lado, a equipa, os operatori, que me acolheram, me ensinaram continuamente - mesmo quando não se apercebiam de estar a fazê-lo -, com quem partilhei todos os vários momentos, os melhores e os piores, de uma vida em comunidade. Estas comunidades são uma herança basagliana. Franco Basaglia, o psiquiatra responsável pela reforma da psiquiatria na segunda metade do século XX em Itália.  Alegro-me em saber-lhe o nome. A todas estas pessoas, dirijo um eterno agradecimento, por me ajudarem a ver o mundo pela substância, em todas as tonalidades do arco-íris.
Não parti embebida no sonho italiano (o que não significa não ter possuído qualquer interesse na bota da Europa à priori) mas saborei-o enquanto o vivi, desfazendo-me de todos os estereótipos tradicionais - pizza, pasta, máfia - e substituindo-os pela verdade dos meus sentidos. A disparidade entre o norte e o sul é acentuada, em todos os sentidos, desde o económico à cultura da personalidade. Se no sul encontrei a caricatura do italiano aberto, extrovertido, barulhento, no norte encontrei-os mais reservados, talvez temperados pela proximidade às fronteiras europeias. O italiano pode ser a língua nacional mas ignorar o número tamanho de dialectos e línguas usados quotidianamente em todas as regiões do país seria ter caminhado todo o ano de ouvidos tapados. Pessoalmente, tomei um gosto particular ao italiano falado em Pordenone, um pouco veneto, na verdade, e ao friulano da Carnia, a norte, não obstante ser quase tão incompreensível agora como o era há um ano.
Não existe cidade que não tenha recorrido à Santíssima Trindade italiana para nomear as suas vias e praças – Garibaldi, Vittorio Emanuele II e Cavour -, pais da Itália moderna, séculos mais jovem que o nosso pequeno rectângulo, muito mais tranquilo e unido. As cidades são museus vivos de história e arte e as pequenas aldeias, pelo menos as friulanas, são pedras preciosas. A gastronomia italiana é, de facto, de excelência e, segundo os próprios, intocável. A melhor pizza é, sem sombra de dúvida, a napolitana. Os risottos fazem-se a norte, aquecem as noites frias de Inverno. A polenta, meh. A melhor pasta, da Emilia-Romagna para baixo. O canoli siciliano é a sobremesa de deuses. Queijo, queijo, queijo. Pasta all’oglio e peperoncino! Grappa, talvez nunca mais. Cultura do aperitivo, vinhos. O melhor tinto provei-o em Erto. Vin brulé no Natal. Café, Lavazza, da manhã à noite. Trieste e a Piazza Unità, de braços estendidos para o Adriático. Veneza, de noite. Santo António de Pádua, na companhia de espanhóis. Bolonha, das duas torres, dos pórticos, dos segredos, dos jovens. Verona de Shakespeare. O complexo sem cor, Milão, animado pelos encontros e reencontros. Florença de Dante e do Renascimento. A grandeza laranja de Roma. O sol de Inverno de Nápoles e a sua decadência sedutiva. A ameaça silenciosa de Pompeia. O sonho siciliano. Gorizia, cidade fronteiriça, de guerra. Os dolomiti friulanos. O amor em Ileggio. As gravas. As extensas pianuras verdes sem horizonte. Um pouco mais longe, a surpresa de Zagreb e o sossego esloveno. Pordenone, grigio (cinzento) Pordenone.
Foram várias as vezes que olhei para o céu, da janela de casa, e vi-o cinzento, sabendo que começaria a chover a qualquer momento. Sabia, no Inverno, que o frio húmido congelaria até as minhas narinas e que afastar-me da ventoinha durante as tardes de Verão para sair à rua seria o equivalente a um suicídio. Depois, os mosquitos. Não existem mosquitos como aqueles de Pordenone. Dizem que amamos verdadeiramente quando aprendemos a amar os defeitos do nosso companheiro. Terá sido amor? Nunca teria imaginado encontrar numa cidade desta dimensão (50 000 habitantes, sensivelmente), um grupo disposto a acolher todo e qualquer estrangeiro ou pessoa em necessidade de companhia. Diziam saber que não era fácil fazer amigos no norte. Foram os italianos, a história das nações, a anarquia, o melhor café, o sonho colectivo do Porto, as merendas no Tomadini,  a música, sempre a música. O fado, a bossa-nova, a MPB, o jazz  das manhãs, a maldita rtl, o jive, o rock da hora de almoço, as velhas baladas italianas, a semana dos blues.
Foi sobretudo a oportunidade partilhar casa com as pessoas certas. Não havia sensação tão familiar como chegar a casa nos primeiros quatro meses e encontrar a Maria, portuguesa, na cozinha, a contas com o vegetarianismo; ouvir rock espanhol e flamenco todos os fins-de-semana acompanhados pelo trautear incessante da Zulema, o furacão que complementava a minha tranquilidade; as experiências “pseudo-asiáticas-francesas” na cozinha da Elodie, que provavelmente não seriam nada de especial mas eram sempre deliciosas, e o verdadeiro crepe da despedida; os nossos hóspedes, uns da casa, que entravam e saíam quando queriam, outros de uma noite, para desenrascar; os fantasmas que inventamos, aqueles que lá estariam de facto e a companheira de quatro patas que nunca existiu.

Era uma vez uma experiência de serviço voluntário europeu. Intensa e, por isso, fugaz. O tempo passou, diz-me o calendário civil, mas não o sinto. Uma suspensão, como aquela das partituras. Um respirar fundamental. Não tenho conselhos. Quem tem de partir, parte sempre. Só me resta agradecer por tudo, a todos. Até uma próxima.

Blog da Mariana - https://grigiopordenonept.wordpress.com/

quarta-feira, dezembro 13, 2017

34.774,3 ideas per hour

Ileana left Bucharest in October to join the EVS project "Strengthen the bond of inclusion". She will stay until June 2018 and she will apply in ALEM all her knowledge and skills as an actress through theatre workshops and other activities with the kids. A lot of ideas are crossing her mind in this first period in Portugal so spontaneity and creativity are guaranteed in the next months!

I am in Lisbon for two months and I feel like I`ve been here for ages. I have a poor communication with my friends because when they ask me about my life here, I find it hard and limitative to use only words. Even if you add images, it`s not enough, that is why i rarely take pictures, because they cannot grasp the actual feeling of being here. I am fascinated by everything, of course, because everything is new to me and it is a change of environment and also because i feel the particularity of such a special place as Lisbon. The light, the colors, the rythm all around, the river, the planes, the boats the air in which you can see small particles of water, at sunset, the up and downs allthroughouth the city, hidden beautiful places with amazing views, the food (oh my God, the food!) make Lisbon a unique place.


For some days I can actually sit relaxed in a random coffee place and just relax without needing to walk more or know more about the city. I think I am beginning to accommodate. My first month was very intense, here, I had such a hunger for life and for exploring, I could barely sleep.
The apartment in which I live is amazing, in the center of the city. For the past months, I have been waking up early, climbed down the street filled with tourists waiting for a ride with the funiculaire and went to various places in the city in order to take Portuguese classes, in the morning, and accomodate with the institutions in which my European Voluntary Service project will develop.



I am more than satisfied with the places and with the type of activity that I am going to do, also the people in ALEM are amazing, incredibly careful of about all the aspects of our work here and also very kind and understanding and open-minded. That makes my mind very excited about all the possibilites of projects that can be developed. I will be working generally with minorities of many kinds (children and women from gipsy families, children that come from less developed environments, generally, who are not supported by their communities to follow education, person with disabilities, older persons), using theatre as an alternative educational method that has to fulfil the purpose of making studying/education/going to school more attractive. One school I will be working in, A.P.I.A. has already an alternative educational system,  that I had seen applied and I would further like to read about and integrate it in my way of holding workshops, or teaching, too.
There is such a flux of new things, all the time, meeting new and variate people, like the people we meet at Rota Jovem, that were here for a training course regarding refugee integration, and were from different countries all over the world, sharing their stories and discussing solutions for their countries problems and not only.
We are constantly changing the spaces, the dynamics of our existence here, moving from schools to museums, to workshops, to concerts, to dancing, to chilling at home, talking about how should we apply what we have in our minds, filled with energy and with excitement and hope for positive change.
I am amazed and happy to be able to work in an environment in which to be different is not something to blame, in which values like equality of rights for all people disregarding sex religion nationality or race are being promoted and an environment that puts emphasis so much on literature and art. I have had 34774,3 ideas per hour while being in the places in which I am starting to work, now I just need to focus on few of them and make them happen.



I feel Lisbon is the place in which you can do, it has this sort of vibe that supports you in whatever you want. So, let`s!


quarta-feira, dezembro 06, 2017

An EVS as an experience for Nadejda's life!

Nadejda is 19 years old and she is from Bulgaria. As part of a gap year before starting her studies in the university, she decided to make the difference and start an EVS project in Portugal. From October she is working in ALEM, teaching French and sharing a lot about her culture. Keep reading to discover how the European Voluntary Service can change your life!

Here I am in Lisbon, the city that everyone dreams of. Sometimes I just don’t know what to say and I feel like I am part of a theatrical play. I learn, I grow and I fall in love with this place every everyday!

My EVS experience is just the most beautiful ending of the adventurous year of 2017. After 5 months of intensive travelling , dancing salsa, walking on the streets of Amsterdam, eating mamaliga and camping in the forest of Germany I could say that I got out from my comfort zone  many many  times. The people I met, the places I visited, the music I fell in love with, all of this was a life I never even dreamed on.




Portugal is the 6th country I visited since I turned 19. As I got on the plane and heard Portuguese speech for the first time in my life I knew this is going to be an experience for life. Before coming here I didn’t know anything about Lisbon  and I could only say hello in Portuguese but I knew that this was going to be the best part. Despite of  my full unknowledge about the place where I was going to spend the next 9 months of my  life I was introduced to the details of my project which was really inspiring from the moment I was selected to participate. I was lucky enough to be hosted by Rota Jovem who treats me more like a friend rather than just a volunteer. My mentor is the best and she is full of ideas about going to places I never heard of.
The voluntary work is about helping and about exchanging experiences, it is about learning about the others but also about yourself. Even with the fact that I still don’t know all the names of the people in the places I work I feel I will have amazing time working with them  and I hope they would be happy to work with me. I feel I am growing up every day. I love the moments when children laugh at my Portuguese pronunciation and their enthusiasm to teach me how to say the colours of their drawings and the shapes in them. I also love their interest about learning and the energy of the old people dancing. I think they all inspire me and make me feel like I took the best decision coming here.




Maybe  I am ‘’only 19’’ and  I don’t have any experience and maybe sometimes all I can say is <<Tudo bem>>. Maybe I have days in which I feel exhausted of working and long evening walks and  days I am totally confused because of the language barrier I faced but  I am glad I am here. I am glad I am working with this people,  I am glad I am living with my  crazy roommates which sometimes make too much noise but I still love them and I am glad my family has always given me the freedom to choose my own way. This 9 months for me would be a lot more than just a voluntary work, I already started rediscovering myself, I met a lot of people and I am receiving support from my organization.  I feel I also got more dedicated on the studies I am going to take next year. I really hope that the time would not pass that fast because I want to live every moment!



quarta-feira, novembro 29, 2017

Cá estou eu, Lisboa!

A Domiziana tem 22 anos e muitas histórias para contar. Siciliana de Messina, já morou no Chile e agora está connosco em Portugal para fazer o seu SVE na ALEM. Ela, que acredita mesmo na luta pela inclusão social e na igualdade entre todas as pessoas, está a trabalhar nas escolas do bairro da Ajuda em Lisboa com o objectivo de superar todos os desafios que tem pela frente e deixar a sua marca daqui a 8 meses.

O meu primeiro encontro com Lisboa aconteceu implicitamente há alguns meses atrás, ao voltar da América Latina, quando eu me tinha prometido a mim própria que aprenderia Português com o propósito de poder voltar áquele continente maravilhoso e ter a capacidade de poder comunicar em todos os países. Quando acabei o meu curso na universidade, uma coisa era certa: eu queria arriscar, ver quais eram as minhas habilidades e também os meus medos. Assumir a responsabilidade de sair da minha zona de conforto e ter a certeza do que será o meu futuro. Desta forma Lisboa chegou, de repente. Eu conheci uma associação maravilhosa em Palermo, CEIPES, e graças a eles um projecto, “Strengthen the bond of inclusion”, que se desenvolve com um SVE - Serviço deVoluntariado Europeu de 9 meses de duração em Lisboa.

E cá estou eu!

Numa viagem em dois aviões e com tantas horas de duração como para fazer invejar qualquer ida a outro continente foi como há já dois meses eu cheguei à Lisboa "sedutora", como alguém a definiu recentemente. Aqui qualquer ângulo se torna uma descoberta e fica difícil não considerar a ideia de nunca parar para dormir. Lisboa é as sete colinas e os dois lados separados do estuário do Tejo, o que está a faltar para não me sentir em casa? (eu sou italiana, e em Roma também temos sete colinas, e siciliana, onde temos também o Estreito de Messina).


O meu projecto de voluntariado está relacionado com a inclusão social. Quando há uns meses atrás eu terminei o meu curso estava indecisa e não sabia se continuar a estudar para aprofondar melhor naqueles temas que sempre me tiveram curiosa do ponto de vista teórico ou se pôr em prática os conhecimentos adquiridos e, também, descobrir quais eram as minhas habilidades práticas e de adaptação a situações diversas. A alternativa a este projecto teria sido o começo dum mestrado em Geografia que fornecer-me-ia as bases para entender como a construção das grandes cidades pode influenciar a nível económico e social uma população. É por causa disto que é muito interessante para nós não olharmos a cidade com olhos de turista. Tenho a possibilidade de estar a trabalhar na parte "escondida" desta cidade sendo protagonista da luta contra a exclusão, a segregação e a ideia de uma divisão social inexorável, contribuindo à ideia de que ninguém é inferior ao outro e que não é necessariamente um contexto social que vai influenciar a formação, o crescimento, a vida ou as possibilidades duma pessoa. É muito agradável ver os jovens rebeldes (e não só) com muita vontade de se expressar e cheios de recursos apesar das poucas pessoas que acreditam neles. E é uma grande honra ter a possibilidade de consciencializar sobre isto.



Do outro lado, estou a viver numa zonas mais centrais de Lisboa junto com cinco companheiros de viagem vindos de cidades europeias diferentes: a Andrea de Santiago de Compostela; a Cira de Barcelona; o Diego de Madrid; a Nadejda de Sofia e a Ileana de Bucareste. Isto é para mim uma oportunidade incrível de interculturalidade: o confronto diário com ideias diferentes, com modelos de educação diferentes e com diversos estilos de vida é para mim uma fonte de inspiração e de crescimento pessoal. Isto para além da possibilidade de me deslocar facilmente e para diariamente comparar as diferenças entre "esta Lisboa e a outra", considerando que todas as estruturas onde nós trabalhamos estão na periferia de Lisboa.


As organizações nas quais nós trabalhamos são principalmente jardins de infância, escolas e associações. Com a ALEM -Associação Literatura e Mediação, quatro de nós complementamos o trabalho dos professores através da proposta de laboratórios e workshops que principalmente pretendem estimular o interesse pelo estudo dos alunos e o conhecimento por parte das instituições da arte, do desporto e da música como elementos facilitadores da aprendizagem. Também é importante o trabalho de estimulação do movimento especialmente na Fundação LIGA, que se ocupa de “procurar responder às necessidades e interesses de cada utente, (...) com condicionamentos da sua funcionalidade física, social e/ou cultural, (...) com programas abrangentes, sempre com laboratórios artísticos.”

O primeiro mês foi sobre de tudo um mês de observação. Os meus companheiros e eu visitámos todas as estruturas, do Bairro da Ajuda com o jardim da APIA (Associação de Protecção à Infância da Ajuda), a Associação de Actividades Sociais do Bairro 2 de Maio e a Fundação LIGA, até o Bairro da Outurela com a Escola Básica Sophia de Mello Breyner, onde estão sobretudo os meninos jovens das comunidades africanas e ciganas de Lisboa. Este mês certamente foi útil para entender as nossas preferências e para reflectir sobre quais das nossas propostas poderiam ser mais oportunas para as diferentes estruturas. Para além disso, nós também fazemos parte de seminários e conferências, onde nos informaram sobre o conceito de educação de 360 graus e sobre métodos alternativos como a arte,em tudas as suas facetas. Graças à Rota Jovem e ao SVE - Serviço de Voluntariado Europeu, todos nós temos a possibilidade de ser apoiados em qualquer questão e de fazer parte dos vários projectos que eles desenvolvem na associação.


A escolha das estruturas nas quais trabalhar esteve baseada no nosso interesse pessoal. Eu decidi apontar principalmente para algo que eu nunca tinha experimentado e apesar de eu fazer parte em projectos diferentes em instituições diferentes, o meu trabalho desde o fim do mês de Novembro está focado em ajudar nos jardins de infância e aos jovens com deficiência, mas também num projecto de cinema com os meninos da escola básica.
O objectivo do projecto é não apenas transformar a nossa contribuição numa inclusão social mais sólida e possível mas também concretizar a máxima do “do ut des” enquanto se trata duma ajuda mútua.


Este projecto e esta experiência são então o começo duma descoberta pessoal, do conhecimento da cidade das mil descobertas, com edifícios vazios mas cheios de histórias e a vontade de lutar por aquilo que merece a pena. Com portas meio abertas das quais sai a voz duma mulher acompanhada pela maravilhosa viola de doze cordas. Significa a possibilidade de apresentar as culturas diferente na minha própria casa, com os meus companheiros de viagem e com as diferenças entre todos nós, até a mistura maravilhosa de culturas que eu encontro novamente nas escolas junto com as comunidades africanas e ciganas.


sexta-feira, novembro 24, 2017

Descobrindo o trabalho dos voluntários, entre peixes e meninos

O 22 de Novembro o Raul Pinto, o professor da Biologia da Escola Básica Sophia de Mello Breyner fez uma aula diferente. Não foi na escola, não foi com mesas e cadeiras. Foi uma aula no Oceanário! Teria sido muito lindo que todos os voluntários SVE tivessem estado presentes, mas o grupo estava na Formação à Chegada em Guimarães e apenas a Nadejda e eu conseguimos ir. Aproveitei para saber um pouco mais do trabalho dos nossos voluntários nas escolas parceiras da ALEM.
À uma e meia na porta do Oceanário de Lisboa estavam moitas turmas. Enquanto procurava a Nadejda encontrei um grupo de meninas que sabia que eram daquela escola. Perguntei diretamente pelo professor e uma das meninas berrou: "- Professora! As estagiárias!". Não veio a professora, mas todos os alunos a correr. Alguns perguntavam onde estavam os outros voluntários, outros brincavam tentando  falar em Inglês. “I'm a good Bulgarian” “Que fala Bulgariano, Bogarian? Perguntavam pela Nadejda. Uma bem-vinda bem engraçada! Pouco mais tarde chegou o Raul e entramos no mundo dos peixes.

“Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar”. Uma frase da poetisa que dá nome a escola, para começar a visita. Esta poetisa acompanha-nos durante toda a visita com poemas que os alunos e o Raul vão lendo. Entre explicações e aquários aproveitamos para falar com os meninos. Depois do aquário, das mantas e dos peixes Luas um aluno vem ter com a Nadejda para falar com ela. Ele pergunta sobre os oceanários da Bulgária e mostra interesse por saber se no país dela também há e se são grandes como aquele.
Enquanto olhamos para uma janela do aquário central, passam tubarões e as barracudas bem quedas nos observam, tenho as primeiras opiniões dos alunos sobre os voluntários. “Gostamos muito dos voluntários, eles ensinam-nos e nós ensinamos-lhes a eles coisas sobre Portugal, palavras em Português…”, “temo-nos ligado muito a eles”.

Depois de passar pelo Oceano Atlântico norte, pelo Antártico e pelo Pacífico temperado os alunos começam a estar cansados. E quando chegamos à parte final, no Índico Tropical, entre pequenos peixes de colores, polvos e caranguejos gigantes, um grupo de meninas dizem-me mais coisas bonitas sobre o Diego, a Domi, a Nadejda e a Ileana. “São simpáticos, gostam de ajudar, são prestáveis e são muito sociáveis.”
Todo o que eles dizem são coisas positivas. Alguns explicam-me as actividades que fazem com eles. Uns gostam da maneira em que Domiziana tentou fazer calar os alunos durante o filme “Hotel Ruanda”, ela já tem ganho o respeito deles pela sua forma de fazer muito calma e respeitosa. Outros falam da actividade que fizeram com a Ileana e com o Diego sobre a cultura romena, dizem que foi uma boa actividade para incentivar os alunos a conhecerem outras culturas. “Vetêment, robe, chemise, chaussettes”. Uma menina mostra o vocabulário que a Nadejda lhe tem ensinado nas aulas de Francés. Muitos alunos falam também das aulas de cozinha do Diego, gostam do gesto dele, de aprender doutra maneira, e alguns que ainda não estiveram com ele dizem que gostariam de ir para cozinha aprender com ele.
Depois de todas as opiniões chegamos ao fim do oceanário, mas aqui não acaba tudo, ainda fica a visita à exposição temporal sobre as florestas submersas. E então aproveito para saber o que é que os professores pensam. “A sua ajuda é muito importante, sobretudo nesta escola”, diz a professora. Raul, que acaba de ser pai e portanto não tem estado muito tempo com os voluntários, tem no entanto uma opinião firme. “É importante a sua ajuda porque ensinam doutra maneira, eles mostram a educação não-formal, e têm qualidades que o professor não tem”.

O fim da visita chega às quatro da tarde quando toda a turma não pôde andar mais e estão todos sentados no chão. Uma frase, “Atlântico, Pacífico, Índico, Antártico, Ártico: Um só Oceano”, fai-nos lembrar que ainda que todos somos de diferentes lugares (Bulgária, Roménia, Itália, Espanha e Portugal) somos todos humanos deste mundo. Uma bonita frase para acabar nosso dia.

quarta-feira, novembro 22, 2017

Os desafios do Diego em Portugal

O Diego é de Madrid e embora tenha chegado a Portugal há apenas um mês é um bom conhecedor da cultura deste seu país de acolhimento. Em Espanha combinou as aulas na Faculdade de Economia com cadeiras sobre literatura portuguesa e agora está pronto para trabalhar com crianças e jovens no marco do seu projecto do Serviço Voluntário Europeu, "Strengthen the bond of inclusion". Aos 28 anos, Diego tem ainda muitos desafios pela frente na ALEM durante os próximos 9 meses!

Quando uma pessoa acaba a faculdade enfrentas-se a um universo grande. De repente é empurrada para uma realidade à que não está habituada. O ritmo da sociedade leva-a para uma trincheira sem sequer ter balas na recâmara para as usar no casso de ela ser acurralada.

Vista esta situação de desassossego decidi apanhar um caminho secundário. Há tempo que queria morar em Portugal, país do que gosto imenso e do que há poucos anos que comecei a estudar a sua língua e a descobrir a sua cultura, e percebi que a melhor maneira de cumprir os meus desejos seria através de um projeto de voluntariado. Isto permitir-me-ia combinar a minha imersão na cultura portuguesa ao mesmo tempo que poderia realizar lá (cá) um projeto de ajuda à comunidade. Sendo assim, candidatei-me ao projeto "Strengthen the bond of inclusion" sem dúvida nenhuma.

Nunca tinha vivido uma experiência Erasmus e a minha cabeça começou a imaginar todas as combinações possíveis. Finalmente fui selecionado para este projeto de integração social das crianças através da literatura e da cultura em Lisboa, uma combinação longe da minha formação acadêmica, mas que agora sinto que está a orientar a minha futura vida profissional.

Lisboa oferece atualmente uma grande torrente de cultura e vida social, é uma cidade em efervescência e isto faz com que seja para mim uma das melhores opções onde poder fazer um voluntariado europeu. Tem fado, Português, surf, capoeira, boa comida, é acessível e próxima, assim que está a ser uma grande aventura descobri-la.


O grande desafio durante este primeiro mês tem sido conhecer as minhas colegas de casa e de vida lisboeta, cinco raparigas de origens variados: Cira da Catalunha, Andrea de Santiago de Compostela, Domiziana da Sicília, Ileana da Roménia e Nadejda da Bulgária. Cinco personalidades diferentes que seguramente me irão ajudar a revisar as minhas ideias e os meus medos e, claro, ajudar-me-ão também a evoluir a nível pessoal.


No que diz respeito ao projeto, ele desenvolve-se em várias escolas nos bairros de Belém e Ajuda, com estudantes que carecem das mesmas oportunidades que nas outras escolas. Nestes centros alunos de diferentes culturas partilham as aulas nem sempre nas melhores circunstâncias económicas, sociais ou familiares. Por causa disto a nossa função consiste em atingir o objectivo de que as crianças percebam a importância das escolas nas suas vidas, a importância que supõe a cultura como elemento de mobilidade social. Já conhecemos algumas turmas com as quais vamos trabalhar e é difícil descreve-las. A energia destes alunos é imensa, em muitos deles traduz-se em barulho e desatenção o que leva a dificultar o controlo da aula. É uma questão complicada de gerir, mas sei que esta energia se pode canalizar no sentido apropriado, nem sempre eles têm culpa do que está a acontecer.

Vamos ver como correm os próximos meses, tenho a certeza que o trabalho com os estudantes será o meu próximo desafio!