sexta-feira, agosto 29, 2014

Procuram-se selfies para o festival LUMINA 2014 de Cascais



Como forma de comemorar os 650 anos de Cascais, a equipa de produção do festival LUMINA está à procura de selfies para integrar o próximo espectáculo multimédia a ser realizado em Cascais. O objectivo é ter 650 selfies de Cascalenses que serão protagonistas do festival. A projeção desta animação vai ter lugar nos dias 12, 13 e 14 de Setembro, no edifício dos Paços do Concelhos, na Praça 5 de Outubro, em Cascais. Querem participar? Enviem a vossa selfie para o email 650@lumina.pt até dia 30 de Agosto e juntem-se às comemorações de Cascais!
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quinta-feira, agosto 28, 2014

O assédio sexual, um mal sistémico

O assédio no local de trabalho é, segundo a definição da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), "um comportamento indesejado praticado com algum grau de reiteração e tendo como objetivo ou o efeito de afetar a dignidade da pessoa ou criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador", e pode ter caráter moral ou sexual. Com um mundo do trabalho que reflete o forte assentamento na sociedade da desigualdade de género e que tem nas sempre inquietantes diferenças salariais entre homens e mulheres a sua máxima expressão, não é estranho que o assédio sexual continue a ser um grande problema nas relações laborais ainda hoje. E embora seja uma questão investigada desde há já trinta anos em vários países ocidentais, o assédio continua também a ser uma questão maioritariamente desconhecida que segue a criar controvérsia e que se estende também a outros âmbitos da vida das pessoas. Assim, como reconhece Cláudia Múrias, psicóloga social e coordenadora do projecto "Assédio Sexual. Quebrar Invisibilidades. Construir uma Cultura de Prevenção e Intervenção" na UMAR, se bem que o assédio sexual "não exista apenas no âmbito do trabalho, na medida em que todas as pessoas estão inseridas num sistema em que precisam de trabalhar e têm direito a um ambiente de trabalho ótimo, é ai que o assédio é mais facilmente criminalizável". 

Projecto Assédio Sexual: Quebrar Invisibilidades, financiado pelo POPH/QREN

Os diversos estudos sobre esta questão assinalam que a assunção do patriarcado como estrutura social em que estamos inseridos é o marco que permite pôr nome a algo que antes simplesmente não o tinha e faz possível questioná-lo enquanto fenómeno grupal a nível tanto laboral como sistémico. Porque esta é precisamente uma dimensão do problema de que muitas vezes nos esquecemos mas que está na base da sua gravidade na medida em que acarreta a debilidade da posição social dos indivíduos no grupo afetado. "É uma discriminação de sexo. O padrão social que discrimina e é aceite por ambos os sexos não é questionado, não é considerado como estranho, e por isso não há dúvida de que é algo estrutural", reflete Múrias, que garante que "o determinante não é o diferente sexo da vítima, mas a perpetuação de estereótipos de género. Há uma dimensão sistémica enquanto se  reforçam os papéis masculinos e femininos". Isto encontra a sua explicação nos códigos de conduta e nos comportamentos normativos e proibitivos para os sexos em função dos quais a sociedade está organizada e que condicionam as relações interpessoais.

A este problema une-se, apara além disso, a falta de autonomia e independência das mulheres que se vê aumentada pela atual precarização das condições de trabalho e o recuo nos direitos laborais que as afetam em maior medida que aos homens. A UMAR está consciente de que para muitas mulheres o assédio sexual faz parte das condições de trabalho, como a violência doméstica fazia parte do casamento. "Elas acham que não há opção, que têm de lidar com esta violência e aceitá-la, interiorizá-la e negá-la mas têm de se aperceber que não é assim. A mulher portuguesa é muito pouco empoderada e a pobreza progressiva que nos assola não permite dar voz às pessoas, e é muito difícil mudar as coisas". É por isso que é importante trabalhar para o empoderamento das mulheres e para incrementar a sua presença no espaço público e conseguir assim uma mudança de paradigma.

Contudo, é importante ter em conta que à medida que os homens saem do patamar estabelecido e há uma maior democratização e identificação com outros padrões, eles também passam a ser vítimas de assédio, "mas é um assédio que parte de outros homens e que na maioria dos casos é contra homens homossexuais, porque há uma associação ao género e não ao erotismo". É mais uma vez uma discriminação de sexo baseada no reforço dos estereótipos. Sendo assim, é preciso colocar limites para que a igualdade seja de direitos e não de violência, seja qual for o âmbito em que o assédio se produz e seja qual for o sexo da vítima. "Em muitos casos de violência no namoro, as raparigas sentem-se empoderadas e batem nos seus namorados. Não há noção dos limites e toda a gente passa a poder bater em toda a gente. É isso que temos de mudar". A educação parece ser a chave para combater um problema que embora esteja profundamente introduzido na sociedade, ainda se pode resolver. Neste sentido, Cláudia Múrias e a UMAR olham o futuro não apenas com realismo mas também com certo otimismo. "As mulheres estão educadas para não serem protagonistas, para protegerem-se do mundo e para serem olhadas e avaliadas pela sua beleza a todo o tempo. Se conseguirmos mudar isso, teremos grande parte do caminho andado". E este é, sem dúvida, um caminho que bem merece ser percorrido.

@ arrotante do momento!:
ELENA Dizem os que a conhecem que a Elena é obcecada e inquieta, mas também entusiasta e perfeccionista. Ela, que também se conhece um bocadinho, diz que é, sobretudo, curiosa. É por isso que gosta de espreitar, de escrever, de experimentar. É por isso que adora cinema, leitura, viagens. E, se calhar, é também por isso que é voluntária, porque há poucas maneiras melhores para descobrir e pôr-se a prova do que isso.

quarta-feira, agosto 27, 2014

Desassossego - Livraria-Bar em Lisboa!





Olá malta arrotante que gosta de ler (e não só)!

Há um novo espaço em Lisboa, em que se pode ler um livro enquanto se saboreia um café, ou uma conversa com os amigos ou se pode simplesmente…ler! A Chiado Editora abriu a livraria-bar Desassossego onde, para além de ser um espaço de leitura, realiza exposições, tertúlias, concertos ou apresentações de livros. Leva o teu livro preferido ou retira um das muitas estantes presentes na livraria, senta-te e viaja no mundo das histórias. No final podes comprar o livro ou arrumá-lo no lugar. Passa por lá e partilha com a ROTA. Aqui ficam os contactos desta livraria:

Nome: Desassossego

Local: Rua de São Bento, 34 – Lapa, Lisboa

Horários: Segunda a Sábado das 12:00 às 20:00; Quinta-feira, Sexta-feira e Sábado das 12:00 às 00:00 e Domingo das 13:00 às 20:00



@ arrotante do momento!:




Chama-se Isaura, mas todos a tratam por Isa. Muito curiosa, sonhadora e calma…é o que dizem! É apaixonada por livros, bibliotecas, séries de tv, viagens e por voluntariado. Qualquer dia escreve um livro e planta um árvore! Acredita no amor e na justiça. Cada dia é uma nova oportunidade para aproveitar a vida ao máximo e conhecer o mundo!

segunda-feira, agosto 25, 2014

Dançar, dançar, dançar e... construir

Verão é em Portugal sinónimo de festivais. São dias em que o sol acompanha com a sua luz a música e as danças, são dias de partilha e de diversão. E, às vezes, são também dias em que a tradição e a vanguarda vão de mão dada. Dias em que os espaços se enchem de público que passa a ser artista e onde o tradicional se torna contemporâneo. Isto é o que acontece em cada ano no Andanças, em que a dança, a sustentabilidade e o voluntariado se unem para dar impulso à reafirmação pessoal através da cultura própria e à revitalização de zonas rurais do país. E isto é o que aconteceu também este ano. 

Durante sete dias no início deste Agosto que já está a chegar ao fim, o Alto Alentejo encheu-se de pessoas de todas as idades e procedências dispostas a divertirem-se e sobretudo, a dançar, dançar e dançar. Grupos tradicionais de Portugal e do estrangeiro foram os encarregados de guiar os amantes da dança na descoberta de diferentes formas de abanar o capacete cá dentro e lá fora num espaço livre de todo o artifício que nos transporta à nossa mais pura essência e nos coloca em contato direto com a natureza. De facto, como reconhece Ana Martins, coordenadora da Pé de Xumbo (associação organizadora do festival), para além do objetivo de "pegar na tradição portuguesa e devolvê-la às pessoas enquanto território de vivências e de crescimento identitário" com que o projeto nasceu em 1997, o espaço de Castelo de Vide em que o Andanças dançou nesta edição pelo segundo ano consecutivo "estava a pedir construções sustentáveis".  

E Ricardo Fernandes ofereceu-as. Com uma experiência prévia baseada em cursos, em pequenas colaborações como voluntário e numa estadia numa quinta de permacultura em Sintra, Ricardo apresentou um projeto em que Ana acreditou desde o primeiro momento. “O objetivo era as pessoas sentirem que isto lhes pertence e que faz parte da vida deles, criar laços, e nisso é que estivemos a trabalhar, numa estrutura permanente para alojar aos artistas que participam no Andanças e que acompanhará o festival também nas próximas edições”. Para Ricardo foi, ademais, a oportunidade de criar algo de raiz e até ao fim. “Há dois anos vi que era preciso arranjar alternativas para aquilo acho que está errado hoje em dia. A nível de construções, por exemplo, tenho a impressão de que nas cidades vivemos como em prateleiras de supermercado, as pessoas passam a ser produtos”. É assim que decidiu aprender a trabalhar com materiais naturais, para “conhecer e saber adaptar-me aos materiais que tenho à volta”, e é assim que a casa em Castelo de Vide começou a tomar forma. “A ideia é uma coisa, mas depois tu tens de te adaptar ao espaço, ao material que existe e aos recursos naturais disponíveis”.  E o material existente eram pneus, assim que de algo a priori inservível e altamente contaminante surgiu a estrutura para os muros de uma casa que nasceu de forma experimental mas com vontade de permanência e que agora destila vida e alegria em sintonia com o ambiente do festival.


Mas Ricardo não tem estado sozinho na tarefa de tornar numa realidade tridimensional o que até há pouco tempo era apenas um desenho num caderno. Com ele trabalharam quinze pessoas de forma rotativa e voluntária, desde o mês de Junho e até o início do festival. “Com grupos de 4-5 pessoas o trabalho é ótimo”, reconhece, porque “trabalhar em grupo é muito reconfortante. As pessoas sentem-se à vontade e o trabalho flui mesmo”. Sócio ativo da Rota Jovem desde há dois anos, Ricardo está agora implicado na fundação de Ginjões de Baixo, uma associação juvenil sem fins lucrativos que visa promover a bioconstrução, os conceitos de permacultura e um estilo de vida saudável e conectado com a natureza. Construir casas, produzir alimentos de forma local e biológica, usar os produtos que estão à nossa volta e, sobretudo aprender e transmitir toda a experiência que supõe a cooperação com a natureza são os pilares que movem a um grupo de jovens que acreditam em outra maneira de fazer as coisas e no potencial de Portugal como cenário para a mudança de paradigma. “A oportunidade para cooperar com o pessoal de Ginjões surgiu através de uma atividade de fim-de-semana da Rota Jovem. Eles estavam a tentar construir a sua própria comunidade no Baixo Alentejo e agora queremos abrir ao público e fazer atividades e workshops para difundir a mensagem e fazer ver que é possível materializar o pensamento verde com base na sustentabilidade”.

E este é, claro, também o espírito do Andanças. À sustentabilidade unem-se o voluntariado e o interesse pela comunidade e o relacionamento. “O Andanças é acima de tudo um festival de voluntários a todos os seus níveis, e é um evento que apoia também o lado local. Acreditamos na troca e partilha na medida justa, na criação de riqueza das populações e no consumo local”, assinala Ana. Tudo isto sem esquecer a mediação artística e todo o trabalho contínuo de investigação e recuperação da tradição que agora se plasma, para além de no próprio festival, na recentemente criada web A Dança Portuguesa a Gostar dela Própria. São assim precursores do movimento para tornar o tradicional contemporâneo que está mesmo na base do Andanças. "Nós iniciamos na Europa a forma de estar, misturar e fundir as coisas. O objetivo é a internacionalização, porque há muitos músicos que não conseguem encontrar mercado". Este é o espírito com que a Pé de Xumbo não deixa de trabalhar para preparar já a próxima edição do festival, conscientes de que “falta ainda fazer muita coisa” mas satisfeitos pelo longo caminho percorrido para o reconhecimento da dança como instrumento de mediação e valorização da identidade que, pelos vistos, tão bem tem calado em Portugal. Para já, o festival tem deixado a sua pegada permanente em Castelo de Vide em forma de uma casa que ficará para sempre como testemunha de andanças e reuniões com a música tradicional como pano de fundo.



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ELENA Dizem os que a conhecem que a Elena é obcecada e inquieta, mas também entusiasta e perfeccionista. Ela, que também se conhece um bocadinho, diz que é, sobretudo, curiosa. É por isso que gosta de espreitar, de escrever, de experimentar. É por isso que adora cinema, leitura, viagens. E, se calhar, é também por isso que é voluntária, porque há poucas maneiras melhores para descobrir e pôr-se a prova do que isso.

quinta-feira, agosto 21, 2014

Video sobre Lisboa e Sesimbra torna-se viral!


 Olá malta arrotante!


Este vídeo bem podia ser mais uma iniciativa de marketing do Turismo de Portugal sobre o nosso país. Mas não! O som é dos Morcheeba “World Looking in”, mas a edição de imagens é de Kirill Neiezhmakov, um ucraniano, apaixonado por viagens! Este vídeo, com a duração de pouco mais de 3 minutos mostra a beleza indiscutível de Lisboa e Sesimbra! Uma bela e espectacular promoção do nosso país, não acham? Vejam o vídeo:


                  



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Chama-se Isaura, mas todos a tratam por Isa. Muito curiosa, sonhadora e calma…é o que dizem! É apaixonada por livros, bibliotecas, séries de tv, viagens e por voluntariado. Qualquer dia escreve um livro e planta um árvore! Acredita no amor e na justiça. Cada dia é uma nova oportunidade para aproveitar a vida ao máximo e conhecer o mundo!

terça-feira, agosto 19, 2014

Dia Mundial da Fotografia – O Mundo precisa de mais beijos!!




Olá Arrotantes! Hoje é Dia Mundial da Fotografia. A cores, a preto e branco, digitais ou analógicas e até panorâmicas! Todos gostamos de registar momentos, lugares e pessoas especiais que ficam para a toda a vida! Há quem utilize a fotografia de forma profissional, mas também há quem a utilize para realizar projetos criativos. Ignacio Lehmann é um fotógrafo argentino e autor de um projeto audacioso: fotografar 100 beijos em cada cidade visitada. Já passou por Berlim, Roma, Nova Iorque, Amesterdão, Paris, Barcelona, entre outras. O autor diz que este projeto representa “um ato de paz e amor em dias tão caóticos e violentos como vivemos hoje em dia.” Sem pudores, este fotógrafo pretendeu captar momentos espontâneos e intimos de entre as pessoas. Estes momentos merecem ser visitados em http://100worldkisses.com/

E se gostas de fotografia não te esqueças que ainda estão abertas as inscrições para a atividade “Rotas Etnográficas” até ao dia 24 de Agosto! Vê mais informações no site da Rota ou no nosso Facebook!

@ arrotante do momento!:



Chama-se Isaura, mas todos a tratam por Isa. Muito curiosa, sonhadora e calma…é o que dizem! É apaixonada por livros, bibliotecas, séries de tv, viagens e por voluntariado. Qualquer dia escreve um livro e planta um árvore! Acredita no amor e na justiça. Cada dia é uma nova oportunidade para aproveitar a vida ao máximo e conhecer o mundo!

quinta-feira, agosto 07, 2014

Isto é o SVE

Afinal a história do meu SVE acabou por se escrever. Já passaram oito meses desde a primeira vez que me parei a reflectir sobre a aventura que acabava de começar e agora, quase sem me ter apercebido, está prestes a acabar. E neste tempo aconteceram muitas coisas que, sem dúvida, mudaram a minha maneira de ver o mundo e mesmo de ver-me a mim própria. Foram 44 semanas intensas, 308 dias de descobertas emocionantes, 7392 horas de risos, 443520 minutos de disfrute. Foram dez meses que deram para descobrir e aprender tudo quanto eu queria descobrir e aprender à chegada. Mas, sobretudo, foram tempos de experiências, pessoas e momentos, porque afinal é disso que o SVE se vai tecendo pouco a pouco.

O meu SVE foram as visitas dos primeiros dias, as conversas dos primeiros momentos. Foram as aulas de português cedo de manhã. Foi o comboio das 10h20 e as corridas para apanhar o comboio das 10h20. As confidências lá na cozinha da casa de Arroios. Os fronte-sala na Culturgest em perfeita harmonia luso-espanhola. O azul do céu em Novembro (e mesmo em Dezembro!). O silêncio ensurdecedor quando o fado ressoa. As filas eternas no Pingo Doce. As mensagens enraivecidas da Moche ao ficar sem saldo. Os galões muito, muito claros. A gastronomia italiana em todas as suas versões. As partidas ao jogo-da-velha à espera do metro. A descoberta da música pimba. O surf (ou qualquer coisa do género acima de uma tábua) em Carcavelos. O intercâmbio de fones no comboio. O autocarro nocturno. Os pontapés à gramática portuguesa. As corridas pela Alameda. Os abraços. A importação massiva de ovos da Galiza. As piadas no meu local de trabalho. O omnipresente fio musical do metro de Lisboa. Os túneis infinitos na ilha da Madeira. Os grandes jantares na diminuta sala da casa de Arroios. A descoberta de muita (muita, mesmo) música não pimba. A Feira da Ladra nos sábados. As lentilhas vegetarianas aos domingos. As tentativas de dançar sem embaraço. A saudade. Os quebra-cabeças com o Photoshop. Os amigos italianos. A (re)descoberta da natureza. Os livros, os passeios, o mar. As estrelas na Serra da Estrela. Tranquilo, ta-se bem. O treino da comunicação não verbal para uma óptima interação checo-espanhola. As escaladas aqui e acolá. Os exames (aprovados!) de português. Os filmes italianos. Os filmes lusófonos. Os filmes chineses. A alegria no meu local de trabalho. O cheirinho a sardinhas em Junho. As quase intermináveis caminhadas por Almirante Reis. O brincar a ser pedreira. Os risos. Os mimos da Conceição (e os do Hugo, os da Patrícia, os da Teresa, os da Ana, os das Cláudias). O saque da comida comum (na cozinha da casa de Arroios, claro). Os turistas por todo o lado. As boleias na Costa Vicentina. As amizades inesperadas. Os velhotes a dar conversa nas paragens de autocarro do Alentejo. As primeiras despedidas. A imensa satisfação e a infinita felicidade ao fazer balanço.

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E, mais do que nenhuma outra coisa, o meu SVE foram as pessoas que fizeram possíveis todos esses momentos e que tornaram estes dez meses uma experiência inigualável, incrível, inesquecível e muito, muito especial que sem dúvida fica já para sempre gravada. Agora só resta saber, mais uma vez, qual será a próxima paragem, mas isso é, também agora, uma história que ainda está por escrever.





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ELENA Dizem os que a conhecem que a Elena é obcecada e inquieta, mas também entusiasta e perfeccionista. Ela, que também se conhece um bocadinho, diz que é, sobretudo, curiosa. É por isso que gosta de espreitar, de escrever, de experimentar. É por isso que adora cinema, leitura, viagens. E, se calhar, é também por isso que é voluntária, porque há poucas maneiras melhores para descobrir e pôr-se a prova do que isso.